Las Vegas vive mais um fim de semana sob o clima intenso do Ultimate Fighting Championship (UFC), e, desta vez, com forte sotaque brasileiro.
No card deste sábado (4), duas atletas do país se enfrentam pela divisão peso-palha, com destaque para a baiana Virna Jandiroba, que leva a torcida da região sisaleira para dentro do octógono.
Natural de Serrinha, Jandiroba construiu uma trajetória sólida no MMA até alcançar o UFC, passando pelo posto de campeã do Invicta FC e se consolidando como uma das principais especialistas em grappling da categoria.
Atualmente, ocupa a terceira posição no ranking peso-palha e encara Tabatha Ricci, oitava colocada, em um duelo direto entre atletas do topo.
Mais do que um confronto entre compatriotas, a luta representa um possível recomeço na corrida pelo cinturão.
Em 2025, Virna teve a oportunidade de disputar o título, mas acabou superada por Mackenzie Dern. Agora, retorna ao octógono mais experiente e confiante.
“Eu acho que ficou toda uma construção, porque eu me construí para chegar ali naquele momento.
Fui passando por muita coisa, buscando me melhorar”, afirmou a lutadora, destacando o processo vivido até a disputa do cinturão.

Acostumada a enfrentar brasileiras desde o início da carreira, Jandiroba minimizou o fator nacional do duelo. “Já virou caminho de roça”, brincou.
Segundo ela, a experiência acumulada, inclusive dentro do UFC, torna esse tipo de confronto algo natural.
O evento, inclusive, contará com forte presença brasileira, o que aumenta ainda mais o conforto da baiana. “É um card cheio de brasileiro.
Com esse tanto de brasileiro, eu me sinto ainda mais em casa”, disse.
Apesar de conhecer Tabatha Ricci, Virna destaca que não há proximidade entre as duas — fator que, segundo ela, facilita a preparação. “A gente já se encontrou, mas não somos amigas. Isso torna o trabalho mais fácil”, pontuou.
A adversária chega embalada após vitória por nocaute técnico sobre Amanda Ribas, o que elevou seu momento na divisão.
Ainda assim, a estratégia da baiana é clara: impor seu próprio ritmo de luta. “Treinei muito bem para fazer o meu jogo da melhor maneira”, garantiu.

Com 26 lutas na carreira, Virna acredita que a principal diferença atual está na maturidade. “Eu venho muito mais madura do que nunca”, avaliou.
Mesmo com a possibilidade de uma vitória recolocá-la na disputa pelo cinturão, a lutadora mantém o discurso cauteloso. “É uma luta de cada vez. Foi assim que cheguei lá antes”, disse.
Acostumada ao cenário de Las Vegas, Jandiroba afirma se sentir à vontade na cidade.
“Eu adoro lutar aqui. Já tive muitos bons momentos”, contou. Para ela, o momento é de confiança e leveza. “Eu sempre uso a felicidade como minha arma”, completou.
Consolidada entre as melhores da divisão, a “Carcará” entra no octógono neste sábado não apenas em busca da vitória, mas para reafirmar que segue firme na disputa pelo topo do peso-palha.