terça-feira, 24 de março de 2026

Moraes autoriza prisão domiciliar para Jair Bolsonaro após internação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou Jair Bolsonaro (PL) a retornar ao cumprimento de sua pena em prisão domiciliar por 90 dias. 

A decisão foi tomada após parecer favorável à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o ex-presidente deixasse a Papudinha, em Brasília, onde cumpria pena desde janeiro. 

Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estrela da Liberdade, em Brasília, após apresentar náuseas, febre e calafrios na madrugada de 13 de março. 

Ele defendeu seu pedido para cumprir pena em prisão domiciliar devido ao delicado estado de saúde do ex-presidente. 

Bolsonaro recebeu alta da UTI, mas permanece hospitalizado, sem previsão de alta, segundo segundo boletim divulgado neste terceiro dia (24). 

O período começará a contar a partir da exoneração do ex-presidente. Após 90 dias, Moraes reanalisará os requisitos para a concessão de prisão permanente ou não domiciliar.

Bolsonaro cumpre pena desde janeiro na Sala de Estado do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecida como "Papudinha", em Brasília, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

 Anteriormente, ele estava em regime domiciliar, mas foi transferido após estuprar a Tornzeleira Eletrônica. 

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana após ser hospitalizado em 13 de março. A broncopneumonia é caracterizada quando substâncias que deveriam passar pelo sistema digestivo acabam entrando no trato respiratório. 

Isso pode acontecer com vômito, saliva, alimentos ou líquidos que, em vez de irem para o estômago, são direcionados apenas para os pulmões.

Quando isso ocorre, o material aspirado pode causar irritação do trato respiratório e levar a infecções pulmonares, como pneumonia por aspiração. 

O risco depende principalmente da quantidade aspirada e do estado de saúde da pessoa. Em casos leves, o organismo consegue eliminar o material e o paciente se recupera sem complicações.

Mesmo em situações mais graves, a substância pode obstruir parcialmente as vias aéreas ou desencadear inflamação, dificultando a respiração. 

Portanto, pacientes com suspeita de broncoaspiração geralmente são submetidos a exames, incluindo avaliação pulmonar e exames de imagem, para verificar se há comprometimento do trato respiratório.

Entre os sintomas que podem surgir após uma broncoaspiração estão tosse intensa, falta de ar, hálito frio, febre e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, pode ocorrer insuficiência respiratória.

Embora o quadro possa evoluir para doenças graves, especialistas ressaltam que o risco de morte não é significativo.